"Os meus livros (que não sabem que existo) São uma parte de mim, como este rosto De têmporas e olhos já cinzentos Que em vão vou procurando nos espelhos" Jorge Luis Borges
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Inês
Obrigada pelo belo Coração de Papel que guardas dentro do teu peito de livreira...
O meu fica amarfanhado...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A ex-Livreira
Ficou um espaço no coração...
Os dedos já não percorrem lombadas, a pele já não sente o macio das páginas...
O olfacto deixou de sentir o cheiro pungente a papel que o avassalava logo pela manhã...
Os olhos deixaram de percorrer prateleiras na busca de um autor, de um título...
O sorriso morreu na cara por já não entusiasmar ninguém a ler...
Certas palavras deixaram de fazer sentido, tais como: leitores...
Mas ficou a paixão, o brilho no olhar, o conhecimento, o agradecimento, o engrandecimento...
Ficou sobretudo, a imensa paz que traz o ruído silencioso de uma livraria...
E o coração de papel... ainda não deixou de bater!
Uma vez que se foi livreiro... ficamos livreiros para sempre.
Os dedos já não percorrem lombadas, a pele já não sente o macio das páginas...
O olfacto deixou de sentir o cheiro pungente a papel que o avassalava logo pela manhã...
Os olhos deixaram de percorrer prateleiras na busca de um autor, de um título...
O sorriso morreu na cara por já não entusiasmar ninguém a ler...
Certas palavras deixaram de fazer sentido, tais como: leitores...
Mas ficou a paixão, o brilho no olhar, o conhecimento, o agradecimento, o engrandecimento...
Ficou sobretudo, a imensa paz que traz o ruído silencioso de uma livraria...
E o coração de papel... ainda não deixou de bater!
Uma vez que se foi livreiro... ficamos livreiros para sempre.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A Livreira (10)
Sinto tudo hoje como se ainda ontem o fosse.
A ansiedade, o bater forte do coração, as lágrimas nos olhos por ter desejado tanto uma coisa que se mostrava agora a meus olhos.
O sentimento continua. O amor continua. A vontade continua.
O sonho tira o sono, tantas tantas vezes.
Mas de manhã, aquele momento em que se abre a porta, o cheiro do papel invade os sentidos e mostra que tudo valeu a pena, que tudo vale a pena.
E só quero continuar.
Deixo um profundo agradecimento a todo os que estiveram sempre presentes.
Eduardo, João para amigos assim qualquer palavra não chega.
Doí num sítio que desconheço, imaginar que tudo isto pode deixar de existir, assim, não desisto, não baixo os braços, continuo aqui.
A livreira desconhecida já tem o cheiro dos livros tristes na pele.
E o coração, como é feito de papel, não pode deixar de bater.
A ansiedade, o bater forte do coração, as lágrimas nos olhos por ter desejado tanto uma coisa que se mostrava agora a meus olhos.
O sentimento continua. O amor continua. A vontade continua.
O sonho tira o sono, tantas tantas vezes.
Mas de manhã, aquele momento em que se abre a porta, o cheiro do papel invade os sentidos e mostra que tudo valeu a pena, que tudo vale a pena.
E só quero continuar.
Deixo um profundo agradecimento a todo os que estiveram sempre presentes.
Eduardo, João para amigos assim qualquer palavra não chega.
Doí num sítio que desconheço, imaginar que tudo isto pode deixar de existir, assim, não desisto, não baixo os braços, continuo aqui.
A livreira desconhecida já tem o cheiro dos livros tristes na pele.
E o coração, como é feito de papel, não pode deixar de bater.
domingo, 21 de agosto de 2011
A livreira (9)
Hoje percebi porque cantam os pássaros.
A livreira não encontra forma de explicar a experiência que teve.
E digo que não existem palavras, frases nem livros que possam descrever algo assim.
domingo, 7 de agosto de 2011
A livreira (8)
No meio do seu mundo de livros, a livreira, procura respostas.
As respostas não surgem. O tempo não pára, segue célere.
As respostas não surgem. O tempo não pára, segue célere.
sábado, 9 de julho de 2011
A Livreira (7)
A Livreira vai entrar numa aventura...
Amanhã dia 10, vai ler uma série de contos e poemas na feira do livro que está a decorrer na cidade.
Entre o belo sotaque e com certeza alguns engasganços, vários poetas e alguns autores vão ser ouvidos em voz alta.
Amanhã dia 10, vai ler uma série de contos e poemas na feira do livro que está a decorrer na cidade.
Entre o belo sotaque e com certeza alguns engasganços, vários poetas e alguns autores vão ser ouvidos em voz alta.
domingo, 3 de julho de 2011
João Diogo Zagalo (2)
E o livro dele é recomendado, recomendadíssimo, por mim, se não gostarem podem sempre procurar-me e bater-me, mas aviso já que arranjo um bom advogado!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
A Livreira (6)
A livreira anda louca e num frenesim.
A livraria está de pernas para o ar!
Tropeça a cada passo que dá!
Só vê caixas e mais caixas e mais caixas cheias de livros...
Facturas, etiquetas, preços, descontos, números...
Pela primeira vez a livreira vai ter um L grande, vai participar na feira do livro da cidade.
E agora está com enormes problemas para resolver, um deles é o que fazer com a torre de livros que já colocou de parte para si mesma. ( A Relógio d'Água e a Averno parte-lhe o coração)
Será que vai fazer dinheiro suficiente na feira para "pagar" a sua torre?
A livraria está de pernas para o ar!
Tropeça a cada passo que dá!
Só vê caixas e mais caixas e mais caixas cheias de livros...
Facturas, etiquetas, preços, descontos, números...
Pela primeira vez a livreira vai ter um L grande, vai participar na feira do livro da cidade.
E agora está com enormes problemas para resolver, um deles é o que fazer com a torre de livros que já colocou de parte para si mesma. ( A Relógio d'Água e a Averno parte-lhe o coração)
Será que vai fazer dinheiro suficiente na feira para "pagar" a sua torre?
sábado, 18 de junho de 2011
A Livreira (5)
São 54.
A cada dia 18 de Junho acrescentavas mais um ano à tua vida. Hoje como sempre iria aparecer-te com um bolo de arroz logo de manhã, onde tentaria colocar as 54 velas, o ano passado consegui pôr as 53. Rias dessa minha parvoíce, mas o que eu desejava era ouvir-te rir.
Hoje o dia será penoso, seremos todos menos um à mesa. E não haverá bolo. Continuará a haver sorrisos porque é isso que desejarias. E o amor que temos por ti nunca diminuirá, mesmo daqui a 30 anos no dia em que eu iria de certeza bater um recorde e pôr 84 velas num simples bolo de arroz.
A cada dia 18 de Junho acrescentavas mais um ano à tua vida. Hoje como sempre iria aparecer-te com um bolo de arroz logo de manhã, onde tentaria colocar as 54 velas, o ano passado consegui pôr as 53. Rias dessa minha parvoíce, mas o que eu desejava era ouvir-te rir.
Hoje o dia será penoso, seremos todos menos um à mesa. E não haverá bolo. Continuará a haver sorrisos porque é isso que desejarias. E o amor que temos por ti nunca diminuirá, mesmo daqui a 30 anos no dia em que eu iria de certeza bater um recorde e pôr 84 velas num simples bolo de arroz.
terça-feira, 7 de junho de 2011
A Livreira (4)
Sabes...
Não existem suficientes palavras.
Quando já quase uma vida passou pelos nossas mãos. Sim ainda vamos rir muito, vamos de certeza também chorar.
Sabes do que eu mais gosto? Do silêncio de mais um dia que acabou, e eu agarrada ao meu livro vejo-te dormir, sabendo que no dia seguinte tudo começa de novo. Por todas as diferenças e indiferenças, pelo que nos une e aparta, pela rotina e pela surpresa, mas acima de tudo pelo Amor. Obrigada.
Não existem suficientes palavras.
Quando já quase uma vida passou pelos nossas mãos. Sim ainda vamos rir muito, vamos de certeza também chorar.
Sabes do que eu mais gosto? Do silêncio de mais um dia que acabou, e eu agarrada ao meu livro vejo-te dormir, sabendo que no dia seguinte tudo começa de novo. Por todas as diferenças e indiferenças, pelo que nos une e aparta, pela rotina e pela surpresa, mas acima de tudo pelo Amor. Obrigada.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Quando só Obrigada não chega...
Duarte,
Dizer obrigada é banal, é tido quase como uma obrigação quando alguém nos oferece algo.
Esta é a forma que tenho de te dizer que adorei o livro. Uma pequena delicia.
Beijo do tamanho do mundo de papel que me rodeia.
E que te rodeia a ti também.
sábado, 28 de maio de 2011
Livreira + Vinho + Livros
Hoje a livreira vai sair da livraria a ver os livros a triplicar! O que é bom no caso de certos livros... no caso de outros posso sempre ter um ataque de coração ao pensar: mas eu tenho três exemplares daquele livro?
Neste sábado, a conversa e a amizade juntam-se ao vinho, agradavelmente fornecido pela Herdade da Malhadinha Nova Monte da Peceguina.
Em dias como o de hoje o prazer de ser livreira é a dobrar.
Neste sábado, a conversa e a amizade juntam-se ao vinho, agradavelmente fornecido pela Herdade da Malhadinha Nova Monte da Peceguina.
Em dias como o de hoje o prazer de ser livreira é a dobrar.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A Livreira (3)
A livreira quando era pequena lembra-se que lhe perguntavam o que gostava de ser quando fosse grande.
- Quero ter um sítio para guardar muitos livros.
Aqueles que esperavam ouvir médica, advogada ou astronauta, ficaram escandalizados (coitada da criancinha!).
A livreira estudava de dia com afinco, mas passava a noite acordada a ler livros. Quantas vezes foi para a escola sem dormir!
Quando entrou na universidade, a livreira arrastava-se com o sentimento de que algo estava mal. Longe de casa, refugiava-se na leitura, por vezes não trazia roupa suficiente para a semana toda, mas os livros não podiam faltar e a mala era pequena.
Mudou de universidade para perto de casa e para novo curso em que sentia que algo poderia nascer. Mas enquanto se debatia para ser uma grande Socióloga o bichinho de criança, de ter um sítio para guardar livros, começou a ser tão grande que era impossível de conter.
Quis o destino que a livreira fosse trabalhar para um sítio enorme, um que guardava muitos livros, mas ainda não era seu, faltava essa parte.
Um dia, depois de oito horas de trabalho, passeia com quem partilha o seu mundo de papel; de repente:
- Pára o carro! Pára agora!
Sai e fica extasiada a olhar para a loja vazia. Olha para o lado e a sorrir diz:
- É esta. É agora. Vamos montar a livraria.
E nesse dia o seu coração de papel, quase se sentiu com vida.
- Quero ter um sítio para guardar muitos livros.
Aqueles que esperavam ouvir médica, advogada ou astronauta, ficaram escandalizados (coitada da criancinha!).
A livreira estudava de dia com afinco, mas passava a noite acordada a ler livros. Quantas vezes foi para a escola sem dormir!
Quando entrou na universidade, a livreira arrastava-se com o sentimento de que algo estava mal. Longe de casa, refugiava-se na leitura, por vezes não trazia roupa suficiente para a semana toda, mas os livros não podiam faltar e a mala era pequena.
Mudou de universidade para perto de casa e para novo curso em que sentia que algo poderia nascer. Mas enquanto se debatia para ser uma grande Socióloga o bichinho de criança, de ter um sítio para guardar livros, começou a ser tão grande que era impossível de conter.
Quis o destino que a livreira fosse trabalhar para um sítio enorme, um que guardava muitos livros, mas ainda não era seu, faltava essa parte.
Um dia, depois de oito horas de trabalho, passeia com quem partilha o seu mundo de papel; de repente:
- Pára o carro! Pára agora!
Sai e fica extasiada a olhar para a loja vazia. Olha para o lado e a sorrir diz:
- É esta. É agora. Vamos montar a livraria.
E nesse dia o seu coração de papel, quase se sentiu com vida.
terça-feira, 17 de maio de 2011
A livreira (2)
A livreira aprendeu cedo a ler certas palavras que considerava misteriosas: morte, sofrimento, alegria, prazer, felicidade, dor...
Tentava em vão que os livros lhe explicassem tais mistérios, percebeu depois que, só "na pele" os poderia entender. No meio dos seus livros, meditava sobre um mundo que de vez em quando lhe atirava pedras à cabeça.
E foi entre os livros que acabou por ouvir novamente todas as palavras misteriosas, desta vez não procurou entender, desta vez sentiu. Passou a sentir também que as palavras tem duplos significados, e que por vezes uma só palavra pode trazer atrás uma torrente de tantas outras.
Sem utilizar dicionários sentiu que amar é igual a: felicidade, alegria, prazer.
Recentemente apercebeu-se de uma palavra terrível, uma que se recusava usar por ser feia(e qualquer um pode dizer que não há palavras feias), desta vez a livreira, tão segura no seu mundo de palavras, tão comodamente rodeada pelos seus livros, entendeu e sentiu que cancro é igual: sofrimento, dor, agonia e morte.
A livreira preferia ficar ignorante de certas palavras. Preferia viver somente nos livros e apenas através deles desvendar os mistérios da vida, pois o seu coração de papel acabará um dia desfeito.
Tentava em vão que os livros lhe explicassem tais mistérios, percebeu depois que, só "na pele" os poderia entender. No meio dos seus livros, meditava sobre um mundo que de vez em quando lhe atirava pedras à cabeça.
E foi entre os livros que acabou por ouvir novamente todas as palavras misteriosas, desta vez não procurou entender, desta vez sentiu. Passou a sentir também que as palavras tem duplos significados, e que por vezes uma só palavra pode trazer atrás uma torrente de tantas outras.
Sem utilizar dicionários sentiu que amar é igual a: felicidade, alegria, prazer.
Recentemente apercebeu-se de uma palavra terrível, uma que se recusava usar por ser feia(e qualquer um pode dizer que não há palavras feias), desta vez a livreira, tão segura no seu mundo de palavras, tão comodamente rodeada pelos seus livros, entendeu e sentiu que cancro é igual: sofrimento, dor, agonia e morte.
A livreira preferia ficar ignorante de certas palavras. Preferia viver somente nos livros e apenas através deles desvendar os mistérios da vida, pois o seu coração de papel acabará um dia desfeito.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A Livreira
A livreira ama os livros. Gosta do cheiro do papel, gosta de acariciar as capas, sentir as folhas a passar pelos dedos. Tem uma paixão doentia pela leitura, fica inclusive indignada quando alguém diz que nunca leu.
A livreira vive num caos organizado de autores, tradutores, ilustradores, títulos, editoras, distribuidoras.
A livreira leva sempre o trabalho para casa. Por vezes pensa que a sua casa é apenas uma extensão da livraria.
A livreira deixou tudo para trás, (estudos, carreira, uma vida confortável), porque acredita que os livros alimentam a alma.
A livreira ouve todos os dias a mesma história de uma família que acha que os livros não se comem. E que assim não se pode viver.
A livreira tem constantemente palavras, frases, páginas de livros dentro da cabeça, coisas que não consegue esquecer.
A livreira dentro da mala não consegue encontrar um comprimido para a dor de cabeça, uma caneta para tirar apontamentos, as chaves de casa... todo o espaço é ocupado por livros que a acompanham por todo o lado, que são para ela mais preciosos que qualquer outra coisa.
A livreira emociona-se, chora e ri como qualquer humano, mas tem a certeza convicta que o seu coração é feito de papel.
A livreira vive num caos organizado de autores, tradutores, ilustradores, títulos, editoras, distribuidoras.
A livreira leva sempre o trabalho para casa. Por vezes pensa que a sua casa é apenas uma extensão da livraria.
A livreira deixou tudo para trás, (estudos, carreira, uma vida confortável), porque acredita que os livros alimentam a alma.
A livreira ouve todos os dias a mesma história de uma família que acha que os livros não se comem. E que assim não se pode viver.
A livreira tem constantemente palavras, frases, páginas de livros dentro da cabeça, coisas que não consegue esquecer.
A livreira dentro da mala não consegue encontrar um comprimido para a dor de cabeça, uma caneta para tirar apontamentos, as chaves de casa... todo o espaço é ocupado por livros que a acompanham por todo o lado, que são para ela mais preciosos que qualquer outra coisa.
A livreira emociona-se, chora e ri como qualquer humano, mas tem a certeza convicta que o seu coração é feito de papel.
terça-feira, 3 de maio de 2011
A Arte de Negociar
"Ela: Tu és muito bonita, não és?
Eu: Não acho, mas se tu achas fico muito feliz.
Ela: Tens tantos livros aqui (na mesinha de cabeceira), tu lês tanto.
Eu: Sim, gosto muito de ler.
Ela: É por isso que tens uma livraria.
Eu: Sim, é um dos motivos.
Ela: Agora que já fui simpática e fofinha contigo posso ver o Pocoyo?
Eu: ... O_o"
Eu: Não acho, mas se tu achas fico muito feliz.
Ela: Tens tantos livros aqui (na mesinha de cabeceira), tu lês tanto.
Eu: Sim, gosto muito de ler.
Ela: É por isso que tens uma livraria.
Eu: Sim, é um dos motivos.
Ela: Agora que já fui simpática e fofinha contigo posso ver o Pocoyo?
Eu: ... O_o"
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